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CAPS IJ Espaço Criativo,contribui com Troca de saberes para qualificar o trabalho na rede de acolhimento de crianças e adolescentes

Carolina Sombini, Coordenadora do CAPS IJ Espaço Criativo, uma das unidade gerenciadas pelo Serviço de Saúde Dr. Cândido Ferreira, têm contribuído com as discussões que focam na melhoria da rede de acolhimento de crianças e adolescentes no município de Campinas.

O objetivo central dos encontros  é a troca de experiência entre os técnicos que atuam nos serviços de acolhimento e em alguns serviços da rede de saúde mental.

O Grupo de Trabalho Intersetorial (GTI) composto por representantes das secretarias municipais de Assistência Social e Segurança Alimentar; Saúde e Educação, estão se reunindo desde fevereiro desse ano, identificando as necessidades de discutir vários temas para qualificar ainda mais o trabalho.

A vontade de conversar e aprimorar o trabalho resultou na primeira edição do “Encontro para Troca de Saberes”, cuja abertura ocorreu no dia 5 de abril, no Salão Vermelho do Paço Municipal. Estavam presentes a Secretária Municipal de Assistência Social e Segurança Alimentar, Jane Valente e, representando a Secretaria Municipal de Saúde, a coordenadora da Saúde Mental Sara Sgobin.

O encontro teve como tema “Diálogos na rede CAPs Infanto-Juvenis e Serviços de Acolhimento Institucional compartilhando o cuidado de crianças e adolescentes”. As apresentações ficaram a cargo de profissionais da rede de Saúde Mental e de Assistência Social.

De acordo com a secretária Jane, o Plano de Reordenamento de Acolhimento de Crianças e Adolescentes, elaborado há dez anos pelo município, trouxe uma série de avanços para essa rede. Ela avaliou que agora o próximo grande desafio é a qualificação do atendimento a meninos e meninas que vivem nos abrigos.

A coordenadora de Saúde Mental, Sara Sgobin, acrescentou que é sempre muito bom estar junto com a rede que trabalha com a infância para ouvir as questões cotidianas dos abrigos. “A todo momento preconizamos um trabalho intersetorial, multiprofissional, onde as relações são muito importantes entre as áreas de Saúde, Assistência Social, Educação e Cultura. A ideia é de troca de saberes mesmo, trazemos algumas propostas teóricas de discussão mas queremos ouvir as questões do dia a dia, como acontecem as situações nos abrigamentos e nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPs) para que possamos dar mais potência a essa rede. De fato, estamos progredindo muito nessa relação e ter espaços para construção conjunta desse conhecimento é sempre muito gratificante”, concluiu.

A diretora do Departamento de Operações de Assistência Social (DOAS), Sílvia Brito, apresentou de modo geral as questões que envolvem o acolhimento de crianças e adolescentes a partir das diretrizes do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

Já a coordenadora de Proteção Social da Alta Complexidade para Crianças e Adolescentes (rede de acolhimento institucional), Maria José Geremias, falou sobre os serviços de acolhimento ofertados no Município de Campinas pelo SUAS. Atualmente, são oito abrigos, sendo um especializado para usuários de substância psicoativas; duas casas de passagem, uma delas também especializada; dois serviços de família acolhedora; 16 casas lares, sendo uma exclusiva para adolescentes com filhos: e duas repúblicas para jovens de 18 a 21 anos, sendo uma feminina e a outra masculina.

A psiquiatra Sara Sgobin, que é coordenadora da Saúde Mental, fez uma explanação sobre o Sistema Único de Saúde (SUS), enquanto a coordenadora do CAPS Infantil Espaço Criativo, Carolina Sombini, retratou o trabalho realizado nas quatro unidades de CAPs infantis do Município.

Para os próximos encontros, que acontecem com cronograma já estabelecido, os temas são:

26 de abril – “O desenvolvimento infantil e o papel do cuidador”

24 de maio – “A adolescência e suas singularidades”

14 de junho – “Os efeitos da violência e privação de direitos em crianças e adolescentes em acolhimento institucional”

5 de julho – “Manejos e arranjos nas situações difíceis”